18 de jun de 2016

Um manequim para chamar de meu!

Diz a história que o primeiro manequim de costura foi criado por Alexis Lavigne, inventor e alfaiate particular da imperatriz Eugenia,esposa de Napoleão III. A imperatriz Eugenia não gostava nem um pouco da prova de roupas, por isso Lavigne criou um manequim com as medidas da alteza para não incomoda-lá mais. Foi também este alfaiate que criou a fita métrica e mais tarde fundou a Esmod, primeira escola de moda, hoje com fama mundial.

Alexis Lavigne
O manequim de costura é uma peça muito importante para um atelier, pois permite  conferirmos o "caimento" das peças, montar looks e fazer moulagens ( modelagem feita direto em um manequim). 
Há no mercado uma infinidade de manequins de costura. Você pode comprar com uma numeração especifica, pode mandar fazer um especialmente com suas medidas ou comprar um regulável, que alcança até três numerações. 

Claro que todas essas opções custam um investimento considerável, que não está em meus planos no momento. Mas nem por isso desisti! Continuei querendo um manequim para chamar de meu! E de depois de ver vários tutoriais consegui montar um e gostei muito do resultado.Vejam: 

Primeiro passo foi comprar em um topa tudo um manequim de busto ( esse usado em lojas para exposição das roupas). 



Depois forrei o mesmo com manta acrílica. Usei cola quente para fixa a manta ao manequim. Essa etapa não é difícil, mas é preciso ser ágil, pois a cola quente em contato com o plástico seca rápido. Talvez um outro tipo de cola seja mais fácil de trabalhar. Coloquei um bojo no seios para dar uma "turbinada" 


Feito isso, revesti com uma camiseta de malha esticando bem para moldar o novo contorno que a manta e o bojo deram.




Depois disso abri um um buraco no fundo do manequim no diâmetro do cabideiro onde ia fixa-lo. no pescoço tbm precisei fazer um furo para prender no cabideiro e evitar que ficasse se movendo.   Esqueci de tirar a foto desta etapa, porém aconselho a fazer o furo antes, medir a altura desejada  pra depois forrar o manequim. Não fazendo assim, acabei danificando um pouco a cobertura.   

Tenho 1,70 m de altura. Deixei o manequim uns 4cm mais alto. Nos modelos industriais a altura é regulável, mas deixei de uma forma que achei confortável pra mexer nos ombros e verificar o caimento das peças. 


     
E ele já ficou bom desta forma. Porém achei que o acabamento poderia ficar melhor. Então tirei as medidas e fiz uma base em algodão cru. Para que ficasse bem justa ao corpo imitando o acabamento industrial, após costurar os ombros e laterais da peça fui moldando ele ao corpo, como se fosse uma moulage, fazendo pences onde encontrava sobras de tecido.

Os Ombros deram muito trabalho, achei difícil molda-los, fui fazendo pences até consegui que ficasse bem justo. Acho que se tivesse serrado um pouco o ombro pra deixa-lo mais reto teria tido menos trabalho neste ponto e a aparência ficaria melhor. 
Após consegui deixar ele bem esticadinho, coloquei velcro no fechamento no meio costas. Dessa forma fica fácil para fechar e posso tirar pra lavar quando for necessário. 


Agora já estava pronto e eu só precisava pintar o pé do manequim e conseguir um acabamento para a cabeça. 
Depois de muito procurar uma solução achei uma tampa velha exatamente do diametro do pescoço e um acabamento de encosto de cadeira que caíram como uma luva! preguei um ao outro com preguinho, lixei e pintei com spray preto. Pintei o pé de cabideiro e costurei as sobras de tecido em baixo da base para um bom acabamento.





E Voialà! um manequim pra chamar de meu!  




E tudo isso feito com algumas horas de trabalho e o gasto de R$15,00, que foi o preço que paguei no manequim lá no topa tudo, por que o restante do material: manta acrílica, cola quente, bojo, algodão cru, cabideiro e tinta  eu já tinha em casa.

O resultado me agradou muito e servirá muito bem até eu conseguir comprar um regulável que é o meu sonho! 



17 de ago de 2015

Alceu Penna é 100!


Alceu Penna nasceu na cidade de Curvelo, Minas Gerais, mas ganhou todo o país com sua arte. Começou sua trajetória em 1938 no Rio de Janeiro como Ilustrador.  Ao criar suas pinups intituladas “As Garotas do Alceu” para a coluna da revista O Cruzeiro, despretensiosamente passou a ditar moda e comportamento.

Alceu foi mais que Ilustrador/Estilista. O mesmo também fez vários figurinos para peças de teatro e shows, inclusive para Bibi Ferreira e Carmem Miranda. Fez fantasias para concurso de carnaval, ilustrou livros de histórias infantis e fez inúmeros trabalhos gráficos.

Em uma época em as mulheres copiavam a moda ditada por Paris, “seu legado foi dar as brasileiras motivos para pensar criticamente sobre o que elas vestiam”, diz Gabriela Penna.  
  
O artista morreu em 1980, mas seu trabalho ainda nos encanta pela essência brasileira, por nos fazer reconhecer nos traços, nas cores a alegria de nosso povo.   

Em comemoração ao seu centenário o Centro de Referência da Moda de Belo Horizonte cediou exposição que conta toda trajetória deste Artista que muito contribuiu para a Moda brasileira.

Vejam alguns detalhes da  exposição: 


















E por fim "As garotas Black do Alceu" essas sim me representam! 
















   
  



17 de jul de 2015

Mania de Brechó

Consumo consciente na moda

Desde a tragédia do desabamento do edifício que abrigava centenas de confecções em Bangladesh, intensificaram-se as discussões e as denuncias sobre a precariedade das condições de trabalho e a má remuneração a que as grifes multinacionais vem submetendo os trabalhadores em nome da Fast Fhasion ( moda rápida).

Questionar as  marcas e as lojas departamento sobre a forma como estão produzindo as roupas que chegam até nós são práticas fundamentais para enfraquecer essa cadeia de exploração da mão de obra humana e do meio ambiente. Porém o que mais ouço das pessoas é que ainda não é nada fácil só comprar de quem faz um trabalho ético e sustentável, seja pela pouca oferta ou pelo alto preço desse produto final. 

É verdade que esse é um longo caminho, mas há ações que sempre estiveram ao alcance de todos que é simplesmente avaliarmos se precisamos realmente de tudo isso que nos é ofertado. Reduzindo o consumo já será um impacto nessa cadeia de produção desenfreada.

Mania de Brechó

Criatividade é a palavra chave! Há muitas alternativas para conseguir um look novo e ao mesmo tempo ir contra essa corrente, uma delas é o Brechó.    
Sei que muitos tem uma visão preconceituosa sobre brechós, pois geralmente vem logo a cabeça um lugar com araras abarrotas, roupas cheirando a mofo  e peças já desgastadas.
Mas visitei um brechó e comprovei que da sim para renovar o guarda roupas, ter preços justos e contribuir para que o ciclo de uma peça dure mais, por consequência, impactando no Fast Fashion.


Com um pouco mais de um ano de inauguração da loja, Tânia, a proprietária do Mania de Brechó,
conseguiu dar ao local um ar Vintage e aconchegante ao mesmo tempo que contrasta com peças de roupas atuais. A mesma diz que seu público é diversificado e nos últimos meses tem percebido um aumento na procura e que a maioria desses novos clientes tem em seus discursos a preocupação com a sustentabilidade e com um consumo consciente.

Dizendo a Tânia sobre o preconceito que muitos tem com as roupas de brechós pelas mesmas já serem usadas levantando a questão da higiene, a mesma me disse a seguinte frase: " E nas lojas de departamento não são? E as muitas provas e trocas? É possível até encontrar roupas manchadas e até com cheiro de perfume. Acrescentou que tem convenio com lavanderia e que quando compra as roupas faz uma seleção do que está em bom estado e do que tem que ser higienizado. Além disso não descuida da manutenção diária das peças aplicando solução anti-mofo e cuidando para que não acumule poeira.

O Mania de Brechó fica localizado Rua Pouso Alegre, bairro Floresta em Belo Horizonte, local tradicionalmente conhecido por ter vários Brechós, mas com certeza este se diferencia pela decoração e pela forma de oferecer seus produtos.



Araras super organizadas com as peças dispostas por cores e em quantidade balanceada para que seja possível manusear e visualizar cada roupa.

20 de abr de 2015

Centro de Referência da Moda

O Centro de referência da Moda( CRMODA) fica localizado no centro de Belo Horizonte, Minas Gerais, nas esquinas da rua da Bahia com avenida Augusto de Lima. 


A Edificação é de 1914 em estilo Neogótico, característica que frequentemente o faz ser confundido com igreja por muitos que passam pelo local. 
Em 100 anos de história, o prédio foi sede da primeira radio mineira, da biblioteca pública e do museu de mineralogia, entre outros.


Abrigando o CRModa desde novembro de 2012, o espaço é aberto à exposições, debates, seminários e oficinas, além de outras ações de apoio a estudantes da moda, professores, estilistas, profissionais do comércio, indústria e comunidade em geral. 

No interior o prédio foi restaurado e conserva toda sua arquitetura original. 


 






O CRModa ainda conta com uma biblioteca aberta ao público e empréstimos mediante a cadastro. Possui vasto acervo de livros com tema sobre arte, arquitetura, história e moda, é claro!


O prédio tem um clima aconchegante e a  riqueza de detalhes nos inspira...
A visitação é gratuita, sempre com uma programação nova.Vale apena conferir.
Clique aqui para maiores informações.